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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Cientistas usam droga adaptada para tratar leishmaniose visceral


Um fármaco empregado na clínica veterinária para tratar determinadas parasitoses demonstrou alta eficácia para o tratamento de leishmaniose visceral em modelos animais, de acordo com um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz, em São Paulo. O trabalho mostrou que a buparvaquona teve eficácia semelhante à do medicamento padrão utilizado contra a leishmaniose, mas com dose 150 vezes menor.

De acordo com o coordenador da pesquisa, André Gustavo Tempone, do Instituto Adolfo Lutz, já se sabia que a buparvaquona é um dos fármacos mais ativos contra a leishmania no modelo in vitro, mas sua ação nunca havia sido reportada em modelos in vivo.

“Há grande expectativa de que esses resultados levem a futuros testes em humanos, pois o medicamento já se mostrava muito eficaz em testes in vitro. Só que em modelos animais sua ação era muito limitada, pois havia um gargalo: a droga não chegava ao fígado e ao baço do animal, que é onde ocorre a infecção pela leishmania”, disse Tempone,

Para driblar o gargalo, os pesquisadores utilizaram lipossomas – vesículas esféricas utilizadas para dirigir o fármaco de forma controlada com maior precisão à célula infectada. “Com o carreador lipossomal, conseguimos pela primeira vez demonstrar que é possível utilizar o medicamento para tratar a leishmaniose visceral”, destacou.

Segundo Tempone, o novo trabalho é especialmente importante por se tratar de um estudo de adaptação de fármacos já existentes.

A buparvaquona, segundo ele, é uma droga de uso clínico veterinário empregada contra uma parasitose, principalmente na Europa. Sua atividade anti-leishmania foi revelada pela primeira vez em um estudo publicado em 1992.

No entanto, os testes na ocasião foram feitos com a leishmaniose visceral provocada pela Leishmania donovani – o parasita predominante em países como a Índia. No Brasil, predomina a Leishmania chagasi.

“Essa droga foi perseguida por muitos anos pelo pessoal da área de parasitologia, que a tentava fazer funcionar, pois ela mostrava alta eficiência in vitro. O ineditismo da nossa contribuição consistiu em fazer a droga funcionar em modelos animais com a ajuda dos lipossomas”, contou Tempone.

Agência Fapesp


Jornal do Brasil

sábado, 26 de novembro de 2011

Ministério terá que comprovar eficácia cientifica de vacina contra leishmanio​se


  Assessoria / MS
O relator do projeto de lei (PL 1738/11) deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) requisitou informações aos Ministérios da Agricultura e da Saúde, sobre os protocolos e registros referentes à vacina contra leishmaniose animal.

O PL estabelece a política de vacinação contra a doença, o deputado democrata quer conhecer os ensaios clínicos e a comprovação cientifica da medicação, antes de elaborar seu relatório final.    

Ele lembra a existência da portaria interministerial 1.426 de 11/07/2008, dos Ministérios da Agricultura e da Saúde, estipulando que a vacina contra leishmaniose teria que passar pelas fases de pesquisa 1, 2 e 3 antes da deliberação conjunta sobre sua validade.

Como o Ministério da Saúde alega não ter os estudos referentes à fase final, o parlamentar teme que adotar essa vacina, sem a comprovação cientifica, coloque em risco a população. “Nosso parecer será pautado em comprovações cientificas” garantiu  

Durante audiência pública realizada na ultima terça-feira (22) na Câmara dos Deputados ficou evidente a falta de consenso entre especialistas e o próprio governo sobre o uso de vacina e o tratamento contra leishmaniose animal.

“O reconhecimento da vacina pelo Ministério da Agricultura, mesmo que sem a anuência do Ministério da Saúde, abriu espaço para apresentação do projeto do deputado Geraldo Rezende (PMDB-MS). Mas o momento exige cautela e pesquisa acerca de todos os entendimentos interministeriais e sobre a prerrogativa de reconhecimento da vacina” afirmou Mandetta.

Atualmente, o Ministério da Saúde proíbe o tratamento de cães com leishmaniose com medicamentos para uso humano e determina o sacrifício desses animais. Em 2010, cerca de três mil pessoas foram infectadas com a doença, que não é transmitida do homem para o homem.
O cão é o principal hospedeiro do parasita e o contágio se dá quando o mosquito vetor pica o cão doente e, depois, uma pessoa. A doença é letal e, segundo o Ministério da Saúde, o índice de mortes entre os pacientes tratados está em torno de 6%.

Organização Mundial da Saúde

O coordenador geral de doenças transmissíveis do Ministério da Saúde, José Ricardo Marins, informou que a eutanásia de cães é recomendada pela Organização Mundial da Saúde e que nenhuma vacina atende aos critérios de segurança e à relação custo-eficiência exigidos pelo governo brasileiro.

“Até o momento, nós não temos nenhuma comprovação de que há segurança no uso [da vacina] e que não vá haver transmissão para humanos a partir de cães vacinados. Essa política de eutanásia tem surtido efeito. Nos municípios mais infectados, houve uma queda de 50% no número de casos desde 2004, porém a doença continua se expandindo, porque novos municípios, que não tinham a transmissão, hoje têm”, afirmou Marins.

Ele informou ainda que todas as instituições de pesquisa, inclusive, o Conselho Federal de Medicina Veterinária, concordam que a única forma confiável até hoje é a atualmente adotada pelo Brasil.

O PL 1738- 2011, depois de passar pela Comissão de Seguridade Social e Família, tramitará nas comissões de Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Finanças e Tributação e na de Constituição, Justiça e Cidadania.


Fonte: Midiamax News

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

CCZ de Campinas inicia distribuição de coleiras contra leishmaniose



Cães do condomínio Colinas do Ermitage, em Sousas, serão encoleirados gratuitamente

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS), através da COVISA (Coordenadoria de Vigilância em Saúde), CCZ (Centro de Controle de Zoonoses), VISA (Vigilância em Saúde) Leste e Centros de Saúde de Sousas e Joaquim Egídio iniciam, no dia 01 de setembro, o encoleiramento contra a leishmaniose na população canina do Condomínio Colinas do Ermitage, em Sousas. Aproximadamente 230 cães dos 184 imóveis do condomínio receberão gratuitamente a coleira impregnada com deltametrina a 4%, principio ativo repelente e inseticida recomendado pela Organização Mundial da Saúde como umas das ferramentas de controle da doença. 


Segundo o responsável pelo CCZ de Campinas, Dr Douglas Presotto, 50 agentes de saúde foram treinados e capacitados por profissionais da SMS e também da MSD Saúde Animal, empresa fabricante da coleira Scalibor®, para fazerem o encoleiramento. “O projeto será feito por 2 anos, com troca da coleira a cada 4 meses. Para termos o controle dos cães, do dia 01 a 03 de setembro, os agentes de saúde farão uma ficha cadastral de cada animal do condomínio, Médicos Veterinários da SMS coletarão amostras de sangue para exame sorológico e farão a microchipagem”, explica. 


Em novembro de 2009, Sousas registrou o primeiro caso autóctone (contraído no município) de leishmaniose visceral canina. Apenas no condomínio, em 2009 tiveram 4 casos autóctones; em 2010 foram 10 casos e em 2011 já tem um caso notificado.  Apesar dos casos caninos em Campinas, ainda não há registro da doença em humanos. “Desde 2009, o CCZ recomenda o uso da coleira. O problema é que uma parte dos proprietários comprou o produto, mas não fazia a troca periódica. Com isso, resolvemos assumir o encoleiramento dos cães”, enfatiza Presotto. 


A leishmaniose é transmitida, principalmente, através da picada de um inseto conhecido popularmente como “mosquito palha”. O cão tem um importante papel na manutenção da doença no ambiente urbano visto que pode permanecer sem sintomas mesmo estando doente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a leishmaniose visceral registra anualmente 500 mil novos casos humanos no mundo com 59 mil óbitos. Quando não tratada, pode evoluir para óbito em mais de 90% das ocorrências. Na América Latina, ela já foi detectada em 12 países e, destes, cerca de 90%dos casos acontecem no Brasil, onde, em média, 3.800 pessoas são infectadas anualmente. 


segunda-feira, 25 de julho de 2011

ONG da Argentina, faz campanha para uso de coleira com produto manipulado contra leishmaniose




A Argentina deu mais um passo à frente na questão da LVC, e nós aqui insistindo em eutanásias indiscriminadas.
Eutanásias deveriam ser para determinados casos, como a OMS diz em seu informe técnico de 2005.
Um ótimo domingo!
abs
Vivi


Por Danielle Bohnen (da Redação – Argentina)
A decisão do Movimento Argentino de Proteção Animal de Corrientes, MAPAC, de impregnar gratuitamente com um produto especial as coleiras dos animais e a acusação feita contra os veterinários de visarem lucrar com o problema, levantou uma polêmica em torno da questão da prevenção da leishmaniose.
Foto: Diário Época
De acordo com o Diário Época, a professora da Universidade Nacional de Misiones (UNAM), doutora em genética clínica do Conselho Nacional de Investigações Científicas e Técnicas (CONICET), Carola Cheroki, realizou uma pesquisa sobre a prevenção da leishmaniose na província de Misones. O trabalho realizado pela MAPAC está aprovado, de acordo com as conclusões de seu estudo.
“O que fez a MAPAC está correto e não é ruim. Assim, uma pessoa que não tem condições de comprar a coleira especial que custa em torno de 95 pesos, também pode proteger seu animal”.
Cheroki agrega ainda que “as pessoas que tem poder aquisitivo maior, devem comprar a coleira scalibur”. Mas previne que apenas a coleira não assegura prevenção total, portanto devem-se tomar outras medidas ambientais. Tais informações devem ser passadas para a sociedade a fim de conscientizar as pessoas dos métodos de prevenção, tais como, a limpeza adequada das casas com kaotrina, higiene nas ruas e dedetização em escala pequena ao redor das casas.
O custo para impregnar uma coleira com o produto é de 16 centavos e o período de duração vai de 21 a 30 dias, sendo necessária a reaplicação após esse período. Cheroki explica que deve-se banhar a coleira com o produto e só depois de totalmente seca na horizontal, pode colocar no animal. A coleira não pode entrar em contato com água, pois, dessa maneira, o produto sai e o animal fica à mercê da doença. Cheroki aclara ainda que as coleiras de nylon têm melhor absorção do produto e realizando bem o procedimento, colocando a quantidade de produto em doses corretas “não representa risco nem para o cão, nem para as pessoas”.
O nome do produto não foi divulgado, pois trata-se de uma droga feita por médicos veterinários nos consultórios, misturando alguns produtos em doses certas. Os especialistas preferem manter em segredo o nome dos produtos utilizados a fim de evitar que a comunidade realize manipulação, afetando, assim, a saúde do animal e humana.
De acordo com Cheroki, “o produto utilizado para impregnar as coleiras, trata-se de um veneno extremamente tóxico para insetos, mas pouco prejudicial à saúde canina e humana, por isso é de acesso livre. Pode-se comprar em qualquer supermercado”.
Carola Cheroki cita o Brasil como um exemplo de prevenção da leishmaniose. “No Brasil, há casos humanos há 40 anos, A primeira metodologia aplicada foi a eutanásia canina. Entretanto, foi comprovado que eliminando os animais não se reduz a quantidade de picadas de mosquitos e continua havendo pessoas infectadas e mortas”.
Ela explica ainda que “a nova campanha do Brasil é de coleiras com a droga retirada da flor de crisântemo ou é produzida de forma sintética em laboratório. O inovador da coleira, é que a droga é seca. Um pó se desprende da coleira e gruda na pele do cão. Assim, quando o cão está com a coleira, reparte o repelente pela casa e gera uma camada protetora no ambiente”.
Com base nessas informações a MAPAC realiza campanha de impregnacão de coleiras de forma gratuita todos os domingos no parque Cambá Cuá, em Misiones.

domingo, 9 de janeiro de 2011

SP- Lençóis tem caso de leishmaniose em gato





Doença em felino não é muito comum, mas exame laboratorial feito em Bauru confirmou a presença do parasita
Lilian Grasiela





Lençóis Paulista – A diretoria de aúde de Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru) confirmou notificação do primeiro caso de leishmaniose em felinos na cidade. A doença foi diagnosticada por meio de exame de sangue feito por laboratório de Bauru, a pedido de uma clínica veterinária particular. Como tinha outros problemas de saúde, o gato acabou morrendo.

De acordo com o veterinário do Centro de Controle de Zoonoses do município, Fábio Marcel Valezi Luiz Ferreira, apesar de incomum e dos poucos relatos na literatura médica, a contaminação de gatos com o protozoário Leishmania, causador da leishmaniose, pode ocorrer.

“Teoricamente, é uma novidade. O gato pode pegar, mas não é o principal reservatório da doença”, explica. Entre os principais hospedeiros estão animais silvestres como roedores, raposas e preás, além dos cães.

O veterinário destaca que, quando foi levado à clínica, o gato não apresentava sintomas característicos da doença. “Eu não sei quais as circunstâncias em que ele deu entrada na clínica, mas provavelmente por outro problema. Teoricamente, ele não deu entrada com uma suspeita clínica de leishmaniose visceral americana. Ele não tinha sintomas da doença”.

A partir da realização do exame de sangue, que detectou uma quantidade alta de proteína, Ferreira conta que a veterinária do laboratório passou a desconfiar de um problema parasitário. Em análise mais específica, foi constatada a presença da leishmania no sangue do animal, embora ela possa não ter sido a responsável por sua morte.

O veterinário revela que os gatos podem servir de hospedeiros para que a doença chegue até uma pessoa. “O gato, como reservatório, pode transmitir (a leishmania) para uma pessoa. Não há nada que fale que não exista a possibilidade”, afirma.

Segundo ele, hoje, nos Estados Unidos, os felinos são os principais transmissores do vírus da raiva, doença antes associada à mordida de cães.

O médico infectologista do Hospital das Clínicas (HC) da Unesp de Botucatu, Alexandre Naime Barbosa, confirma que os gatos podem ser hospedeiros da leishmania e ressalta que a proximidade dos animais com os humanos favorece, em tese, a transmissão da doença. Segundo ele, o primeiro caso de leishmaniose felina foi descrito em 1912.

Desde então, há cerca de 45 relatos na literatura mundial, espalhados por países como Estados Unidos, França, Espanha, Itália, Portugal, Suíça e Brasil. “Mas pouco se sabe sobre a real importância do gato no ciclo da doença”, conta. “Portanto, os felinos não são considerados um reservatório clássico da leishmaniose, e, esses animais parecem ter algum grau de resistência natural à infecção, determinada provavelmente por fatores genéticos”.

Citando estudo recente publicado por pesquisadores que analisaram felinos de Araçatuba, área endêmica para leishmaniose visceral, o médico aponta que 4% dos gatos apresentaram a infecção e 10,5% chances altas de abrigar o parasita, levando a uma prevalência geral de 14,5%.

Barbosa não acredita que esteja havendo uma mudança na forma de contágio da doença. “A interpretação mais provável é que casos em felinos sempre existiram, talvez mais raramente, e devido à dificuldade de diagnóstico de leishmaniose em felinos (e também em cães), essa situação passou despercebida”, avalia.


Combate ao foco

O veterinário Fábio Marcel Valezi Luiz Ferreira conta que a prefeitura de Lençóis desenvolve trabalho de combate à leishmaniose em duas frentes: por meio de busca realizada por agentes comunitários a cães que possam estar contaminados pelo protozoário leishmania e através da descoberta de focos do mosquito palha, seu principal vetor, em diferentes regiões da cidade.

Em 2010, por meio da primeira frente, chamada de casos de rotina, foram diagnosticados 16 casos da doença. Por meio da segunda frente, chamada de inquérito canino, de 862 amostas de sangue coletadas em determinada região, 645 retornaram com resultado do exame do Instituto Adolfo Lutz, com 18 confirmações da doença em 2010. “Nós distribuímos armadilhas em pontos estratégicos para ver se a gente consegue capturar o flebótomo (mosquito transmissor)”, conta.

Em seguida, os mosquitos são enviados à Superintendência de Controle de Endemias (Sucen) de Marília para confirmação da espécie. “Eu defino a área onde tenho a presença do mosquito vetor e a gente faz a coleta de todos os cães dessa área”, revela.

No ano passado, Lençóis Paulista registrou apenas dois casos de leishmaniose em humanos, sendo um importado. “A gente nunca teve óbito aqui em Lençóis por leishmaniose visceral”, declara. Com população canina que varia entre 7 e 7,5 mil animais, o veterinário espera coletar amostras de sangue em cerca de 2,5 a 3 mil.

terça-feira, 16 de novembro de 2010

LEISHMANIOSE E NÓS

Uma grande parte da população já ouviu falar que Leishmaniose Visceral canina é doença que cachorro "passa".

A LVC ou leishmaniose Visceral Canina é uma zoonose também conhecida como calazar que é transmitida pela picada de um inseto chamado flebótomo/ mosquito palha. Hoje vivemos uma situação crítica em que esta doença antiga e que existia no meio rural, se tornou urbana e está em franca expansão. É uma doença provocada pelo protozoário chamado Leishmania , através da picada de um inseto chamado flebótomo, que é conhecido por vários nomes, como mosquito-palha (pela sua coloração), cangalhinha, etc. O cão é o principal reservatório urbano, mas existem outros animais, como ratos, gambás, primatas, equinos, etc envolvidos na transmissão assim como o próprio homem.

Não há correlação espacial entre a incidência cumulativa de leishmaniose humana com a soroprevalência canina,ou seja, em muitas regiões onde ocorreram casos humanos não existiam cães positivos, segundo Dr. Fábio dos Santos Nogueira, professor da Fundação Educacional de Andradina.

O mosquito age do entardecer até o amanhecer, quando a fêmea faz o repasto. É doença antiga e negligenciada, pois as indústrias farmacêuticas não têm interesse em investir em pesquisas com relação à medicação, porque não vai dar lucro, mas é relativamente nova para a população das cidades. E também é doença que se combate com educação e informação. As pessoas mais propensas a se infectar, pois a Leishmaniose não é doença contagiosa,são as crianças, pessoas desnutridas e imunossuprimidos(com baixa imunidade) e idosos. São vários os sintomas que caracterizam a doença tanto no homem como no cão. Por isso nem todo sintoma no cão é Leishmaniose e isto tem causado um grande número de abandonos de animais.
O que causa a morte das pessoas é a dificuldade de diagnóstico para imediatamente iniciar o tratamento. No Brasil as medidas adotadas para o controle da LVC, são o inquérito canino, sacrifício dos animais infectados, borrifação de inseticidas, etc.

Ocorre que os inquéritos caninos, que são os exames feitos para saber se o animal está infectado ou não, trazem cruzamento de informações com outras doenças, tais como a erliquiose (doença do carrapato), babesia, verminoses, etc. e muitos cães são sacrificados sem nem mesmo ter a doença. Isto é um crime ambiental, matar cães sadios.

A população não recebe informações suficientes sobre o que é leishmaniose, prevenção, como combater o vetor, como proteger seu animal.
Para proteger seu cão, existe a coleira inseticida, scalibor,inseticidas próprios na forma pour on oleosa, uso de inseticidas nos lares a base de Deltametrina e Cipermetrina e vacinas, que atualmente existem duas no mercado, a Leish -Tec e a Leishmune.

O governo na Portaria Interministerial nº 1426 de 11de julho de 2008, proibiu o tratamento da LVC no cão, UTILIZANDO DROGAS PARA USO HUMANO , condenando-o a morte. "O cão não é o vilão" da história, mas sim o mosquito, este é que deve ser combatido, como é dito por muitos pesquisadores.

Como disse o Dr. Fábio dos Santos Nogueira, em uma entrevista no site Mister Animal, em países como a Espanha, França, Itália entre outros, onde a doença é freqüente, o tratamento dos cães é realizado, existe até rações próprias para melhorar o estado nutricional dos cães.

O Dr. André Luis Soares da Fonseca, professor de Imunologia da UFMS ", também reafirma "A Leishmaniose Visceral Canina tem tratamento. O Tratamento da Leishmaniose Visceral Canina pode ser feito utilizando diferentes drogas. As drogas para o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina são muito baratas e podem ser, inclusive, manipuladas em farmácias.

O tratamento da Leishmaniose Visceral Canina exige compromisso tanto do Médico Veterinário como do proprietário. O tratamento da Leishmaniose Visceral Canina não é proibido. O que está proibido no Tratamento da Leishmaniose Visceral Canina é o uso de Medicamentos da linha humana, mas mesmo esta proibição de uso de Medicamentos para o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina está sendo questionada judicialmente pois uma Portaria Ministerial não tem competência legal para proibir um tratamento de Leishmaniose Visceral Canina. Somente a Lei, em sentido estrito, pode impedir o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina".

O tratamento é longo, exige compromisso do proprietário, mas é um direito de escolha do mesmo querer tratar seu animal. Existem inúmeras pesquisas que comprovam , tanto no Brasil como no exterior, em que animais tratados, não transmitem a doença, eles apenas portam não colocando em risco a vida humana. A eutanásia de forma indiscriminada não contribui para a diminuição da doença, muito pelo contrário, milhares de cães são sacrificados todos os anos e a doença vem aumentando assustadoramente. As drogas usadas para o tratamento do cão, não são as mesmas usadas pelo governo no tratamento em humanos. No Brasil há uns dez anos é feito o tratamento, é uma minoria que assume este compromisso, por amor ao seu companheiro.

As medidas adotadas pelo governo como controle da Leishmaniose Visceral Canina devem ser revistas, uma vez que os resultados desejados não estão sendo almejados,são muito antigas(quase 50anos),não respeita a importância que o cão tem para o cidadão , principalmente com a proibição do tratamento, não reconhece e desrespeita o trabalho do médico veterinário no direito de exercer a sua profissão e a atual portaria é um programa que não tem mostrado eficiência no combate à doença, como podemos ver os números aumentando no país.




          Rede Bichos  

Referências:
Dr. Fábio dos Santos Nogueira, prof. da Fundação Educacional de Andradina
Dr. Vítor Márcio Ribeiro, prof. da PUC-MG
Dr. André luis Soares da Fonseca prof. da UFMS
ONG Bichos Gerais- BH ONG Fiel Amigo-Campo Grande

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Governo de SP protege cães da leishmaniose

Em todo o Brasil, animal contaminado com a doença deve ser sacrificado
O Brasil é o único país do mundo que mata animais com a desculpa de controle da doença
Todos os outros países tratam os animais com leishmaniose


Para impedir que São Paulo sofra um surto de leishmaniose visceral canina, o governo estadual pretende distribuir, pela região de Adamantina, coleiras com repelente contra o mosquito que transmite a doença. O produto seria utilizado pelos cães para impedir a presença do mosquito palha, conhecido como cangalinha em outras partes do estado.


Além disso, microchips também seriam implantados nos animais, o que facilitaria o controle sobre o tratamento dado por seus donos. Os veterinários também querem que o Brasil altere uma polêmica regra, que determina o sacrifício de todos os cachorros contaminados.


Em entrevista a Patricia Rizzo, Ricardo Ciarávolo, pesquisador da Superintendência de Controle das Endemias de São Paulo, mencionou a força do repelente para impedir a contaminação com leishmaniose, enquanto Mauro Alves, veterinário e consultor da Rádio Jovem Pan, comemorou a atitude do governo paulista.


De acordo com ele (que elogiou a implantação dos chips), a distribuição das coleiras é o primeiro passo para uma mudança de atitude. Além disso, continuou, o sacrifício dos cães é um grande erro, já que existem medicamentos que permitem o tratamento da leishmaniose visceral canina.

FONTE - JOVEM PAN

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Secretaria de Saúde de SP implantará microchips em cães para controlar leishmaniose

A Secretaria da Saúde paulista resolveu recorrer à tecnologia para combater a contaminação de - e, consequentemente, a transmissão para humanos - por leishmaniose.
A partir desta terça-feira (19), animais que vivem em dez cidades da região de Marília (interior de São Paulo) serão alvo do programa-piloto Legal para Cachorro, criado a partir da proposta de monitorar, pelos próximos dois anos, a população canina e os casos da doença. A participação é gratuita.

Cerca de 20 mil cães participarão do programa. Cada um receberá um implante com microchip, que armazenará informações como o endereço de seu proprietário e os resultados dos exames laboratoriais de sangue realizados ao longo da pesquisa. A meta é identificar casos especificamente de leishmaniose visceral americana. Segundo a secretaria, nos anos de 2008 e 2009 foram registrados 96 casos desta doença e também oito mortes entre humanos, na região.

O protozoário Leishmania chagasi, causador da doença, é transmitido aos seres humanos por meio da picada de um mosquito que também pode infectar cães. Nas pessoas, os principais sintomas são alterações no fígado, nos rins, no baço e na medula óssea. O cachorro infectado pode ficar de seis meses a dois anos sem apresentar nenhum sintoma da doença. Por isso a prevenção nos animais é tão importante (leia mais).
As cidades participantes são Adamantina, Flórida Paulista, Inúbia Paulista, Lucélia, Mariápolis, Osvaldo Cruz, Pacaembu, Pracinha, Sagres e Salmorão. A ideia é expandir o projeto para outras regiões do Estado.

Em Adamantina, os cães receberão também uma coleira com efeito repelente e inseticida, que ajudará a espantar e a matar o flebotomínio (inseto transmissor da doença). Os 4.000 cães do município servirão de controle para comprovar a eficácia da coleira.

A secretaria investigará ainda os hábitos alimentares dos insetos. A partir de exames do conteúdo estomacal dos transmissores, será possível identificar o sangue de espécies de animais picados.

FONTE - R7

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Governo planeja distribuir coleira contra leishmaniose

Cão é reservatório do parasita causador da doença e, quando contaminado, tem de ser levado para eutanásia; projeto aguarda previsão orçamentária

O BRASIL É O ÚNICO PAÍS NO MUNDO QUE MATA CÃES COM LEISHMANIOSE,TODOS OS OUTROS TRATAM A DOENÇA.

CERCA DE 48% DOS RESULTADOS DOS EXAMES SOROLÓGICOS REALIZADOS NOS CÃES PARA DIAGNOSTICAR A DOENÇA, APRESENTAM UM RESULTADO FALSO POSITIVO

Uma nova estratégia para combater o avanço da leishmaniose no País passa a ser avaliada pelo Ministério da Saúde: a distribuição de coleiras caninas com repelente para o mosquito transmissor da doença. A ideia é fazer um estudo-piloto e, se a medida for de fato eficiente, uma ação de maiores proporções poderia ser desencadeada.

Anunciado por representantes do ministério durante o 16.º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária, na semana passada, o projeto aguarda previsão orçamentária. Mesmo sem recursos definidos, a empresa produtora da coleira disse ter sido sondada por representantes da pasta para verificar se há condições de atender um aumento repentino na demanda.

Transmitida por meio da picada de um inseto conhecido como mosquito-palha contaminado, a leishmaniose, que até alguns anos tinha como cenário principal ambientes rurais, passou a atingir também centros urbanos. De 2000 a 2009 foram registrados 34.583 casos no País, com 1.771 mortes.

O combate a esse avanço apresenta um grande complicador. Cães são reservatórios do parasita causador da doença. Quando o animal está infectado e é picado, ele pode contaminar o mosquito. Quando a infecção do animal é confirmada, o Ministério da Saúde afirma que a única alternativa é encaminhar o animal para eutanásia. Recomendação que não é acatada por boa parte dos tutores. Muitos até importam medicamentos para fazer tratamento nos cães, prática condenada pelo governo.

“A eutanásia se mostrou uma medida ineficaz. As pessoas acabam transferindo seus bichos para outras cidades, para outros bairros, o que aumenta ainda mais o risco de expansão do problema”, diz a presidente da União Internacional Protetora dos Animais, Vanice Orlandi.

Em Brasília, a leishmaniose em cães começou a aumentar a partir de 2008. Um inquérito feito no Lago Norte, área nobre da capital, mostrou que 18% dos 5 mil cães analisados estavam doentes. Na época, moradores que não queriam entregar seus animais para a Vigilância procuraram advogados, levaram seus bichos para outros lugares ou mentiram sobre suas mortes.

Outra estratégia é borrifar inseticida em áreas infestadas. O problema é que a identificação dos criadouros não é tarefa fácil. “As coleiras impedem que o cachorro seja picado, o que ajuda a interromper o ciclo da transmissão da doença”, diz o gerente da empresa fabricante, Marco Castro. Mas o produto é caro, tem de ser trocado a cada seis meses e não há nenhum estudo no Brasil que comprove a eficácia da distribuição em massa. Segundo Castro, um trabalho para avaliar o impacto da distribuição de coleiras foi desenvolvido em Campo Grande. Os resultados, porém, ainda não estão disponíveis.

Fonte: Estadão


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Coleiras com Deltametrina reduzem em 80% a incidência de Leishmaniose canina e humana


Estudo conduzido ao longo de dois anos no estado de São Paulo, Brasil

Todos os anos, a doença é responsável por meio milhão de novos casos de infecção e de 60 mil mortes na população humana.

 
A investigação conduzida pela Dra. Vera Camargo-Neves, em parceria com especialistas da Universidade de São Paulo, teve como objectivo avaliar a eficácia das coleiras impregnadas de deltametrina a 4% no controlo da Leishmaniose visceral.

O estudo Use of deltamethrin impregnated collars at 4% in the American visceral leishmaniasis control mostra uma redução de 80% do número de casos de Leishmaniose canina e humana através da aplicação destas coleiras nos cães, já recomendadas anteriormente pela Organização Mundial de Saúde.

Em apenas 25 meses, as coleiras Scalibor promoveram uma diminuição dramática da incidência da doença e abriram a possibilidade de se alcançar um controlo mais eficaz: «o uso de coleiras impregnadas com deltametrina a 4% mostrou um efeito letal para as diferentes espécies de flebótomos. O tempo de repelência pode variar entre as 32 e as 36 semanas», explica a investigadora Vera Camargo-Neves.

«Os resultados indicam que o uso destas coleiras é eficaz no controlo da doença quando associado a outras medidas de prevenção, tais como evitar os passeios, sobretudo entre o entardecer e o amanhecer, pois corresponde ao período de actividade dos mosquitos. É importante assegurar um bom estado de saúde do animal, para proteger o seu sistema imunitário e manter uma boa alimentação, a vacinação em dia e a desparasitação regular», diz a especialista.

É importante que todos os países endémicos, onde o risco de infecção nos cães é elevado, como é o caso de Portugal, continuem activos no controlo da doença. Porém, as alterações climáticas e as migrações de humanos e animais podem vir a alterar, significativamente, o panorama geográfico desta patologia.

Dados sobre o Estudo:
A investigação teve o apoio da Intervet/Schering-Plough e consistiu na aplicação de coleiras impregnadas de deltametrina na população canina do município de Andradina, no estado de São Paulo, Brasil - (55.161 habitantes e 15,600 cães). Todos os cães com resultado serológico negativo receberam a coleira.

As coleiras foram constituídas por material PVC, com 65cm de comprimento, 25g de peso e impregnadas com 40mg de deltametrina.

Este trabalho foi apresentado no 2nd International Congress on Canine Leishmaniasis que ocorreu em Pisa, Itália, nos dias 17 e 18 de Abril de 2010.

Sobre a Leishmaniose Canina:
A Leishmaniose Canina é uma infecção grave dos cães causada pelo parasita Leishmania e transmitida por um insecto, denominado de flebótomo. É uma doença de evolução crónica que, sem tratamento, leva à morte do cão. É transmissível ao Homem e constitui um risco para a Saúde Pública.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Da série: A Leishmaniose tem tratamento!

Doenças por protozoários e várias viroses não tem cura parasitológica. Se se fizer os mesmos exames que se fazem nos cães em seres humanos vc constatará a presença de parasitas, o que é absolutamente normal e desejável. A persistência do patógeno no nosso organismo fica funcionando como uma “vacina”, termo chamado de “premunição”.


Os animais tratados são portadores não transmissores, pois a redução da carga parasitária passa a funcionar como estímulo imunogênico e o animal tem muito baixa capacidade de transmitir a doença.


É sempre bom lembrar que a leishmaniose, como a dengue, é doença infecciosa não contagiosa: não se transmite por contato. Não querer tratar o cão porque não tem cura parasitológica é ignorar os próprios mecanismos de fisiopatologia. A Dengue se combate eliminando o mosquito , a Leishmaniose se combate matando o cao ?


O problema da Leishmaniose é o manejo negligenciado do controle de vetores, por absoluta ignorância. Na leishmaniose visceral, matar o cão é ato tão inteligente como matar o ser humano para controlar a Dengue.


Aos mais refratários, é sempre bom lembrar que na Europa não se eutanasiam cães. Aliás, não há sequer recomendação dos ministérios da saude da espanha e itália em recomendar a eutanásia de cães, porque: 1º não existem trabalhos científicos que comprovem a eficácia da eutanásia, mas há vários trabalhos que demonstram que o animal tratado perde muito significativamente o risco de tornar-se um transmissor.




Prof.M.Sc. André Luis Soares da Fonseca
Médico Veterinário
andre.fonseca@ufms.br


Fonte: Amigo do Bicho




A Leishmaniose Visceral Canina tem tratamento. 


O Tratamento da Leishmaniose Visceral Canina pode ser feito utilizando diferentes drogas. As drogas para o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina são muito baratas e podem ser, inclusive, manipuladas em farmácias. O tratamento da Leishmaniose Visceral Canina exige compromisso tanto do Médico Veterinário como do proprietário. 


O tratamento da Leishmaniose Visceral Canina não é proibido


O que está proibido no Tratamento da Leishmaniose Visceral Canina é o uso de Medicamentos da linha humana, mas mesmo esta proibição de uso de Medicamentos para o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina está sendo questionada judicialmente pois uma Portaria Ministerial não tem competência legal para proibir um tratamento de Leishmaniose Visceral Canina. Somente a Lei, em sentido estrito, pode impedir o tratamento da Leishmaniose Visceral Canina.


Esclarecimentos Finais


1 - A Leishmaniose Visceral Canina (LVC) é uma doença infecciosa não contagiosa.

2 - As principais pessoas que contraem a doença são, de algum modo, imunodeficientes, em sua grande maioria.

3 - A LVC é uma doença totalmente tratável e curável clinicamente, mas como a grande maioria de doenças causadas por protozoários (ex: Doença de Chagas nos seres humanos), o portador geralmente não obtém a cura parasitológica, assim no cão como no ser humano.

4 - A Organização Mundial de Saúde não recomenda a eutanásia como método de controle da LVC. Porém, o Ministério da Saúde não aceita o tratamento e nem reconhece ou recomenda a vacina, a despeito de países de 1º mundo, como Espanha, França, Itália e Alemanha tratarem seus animais regularmente.

5 - A Constituição Federal do Brasil garante ao proprietário que o mesmo não é obrigado a sacrificar o seu cão, pois é sua propriedade, e se o Poder Público o fizer, poderá ser acionado por crime de Abuso de Autoridade (o servidor público) e ainda responder por danos materiais e morais, se assim o desejar o proprietário.

6 - Recomendamos o tratamento do animal desde que com o acompanhamento e responsabilidade de médico veterinário habilitado para garantia do proprietário, seu animal e de toda a população.

7 - Frisamos que os trabalhos científicos respeitáveis apontam como métodos efetivos de controle da doença o uso regular de coleiras e produtos inseticidas nos cães e o desenvolvimento de vacinas, não sendo, de modo algum, recomendada a eutanásia como método de controle da LVC.


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

POLÍTICAS PÚBLICAS PARA O CONTROLE DA LEISHMANIOSE VISCERAL.



“O estudo e a crítica nos fazem optar em nossas decisões e atitudes. Entretanto, o segredo do bem-estar humano está no equilíbrio e na moderação.

Vivemos momentos de pouca moderação e de pouca reflexão quando radicalizamos posições e nos recusamos a enxergar que nao temos a verdade absoluta. Por isso, sempre que esse país viveu situações autoritárias, houveram cidadãos que protestaram e demonstraram ao poder executivo que ele deve ouvir a sociedade em todas suas partes, sem selecionar opiniões ou privilegiar posições. Por isso, discordamos
da atual política pública de controle da leishmaniose visceral”

Vitor Márcio Ribeiro
Professor Adjunto III - Pontifícia Universidade Católica de  Minas Gerais
Médico veterinário da Clínica Veterinária Santo Agostinho, Belo Horizonte, MG, Brasil
Membro da comissão científica da Associação de Clínicos Veterinários de Pequenos Animais do Estado de Minas Gerais (Anclivepa-MG)
Conselherio Suplente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de Minas Gerais - MG (CRMV-MG)

Leia toda matéria na Revista Clínica Veterinária, Ano XV, nº88, setembro/outubro, 2010.
Visite o site: Clique Aqui
 
Autor: Revista Clínica Veterinária
Fonte: Revista Clínica Veterinária

terça-feira, 7 de setembro de 2010

REPELENTES DE FLEBÓTOMOS PARA GATOS

REPELENTES DE FLEBÓTOMOS PARA GATOS

Segundo especialistas em Leishmaniose, a coleira antiparasitária contra o "mosquito" da leishmaniose que é usada em cães, não pode ser usada em gatos, pois eles são hipersensíveis a piretróides. Ainda não... têm repelentes eficientes para uso em gatos, estes precisam ser mais pesquisa...dos e estudados, mas uma alternativa são os repelentes naturais como neem e citronela . "A boa notícia é que a leishmaniose felina ainda pode ser considerada rara (em relação ao número de gatos em risco) e que os gatos aparentemente não estão entre as fontes de sangue preferidas dos flebotomíneos. Obviamente, na ausência de uma fonte alternativa (e.g., cão), vai o gato mesmo." disse o Dr. Filipe

Referência:

Dr. André Luis S. da Fonseca - Médico Veterinário e advogado, MSc. Prof.da UFMS/Campo Grande e doutorando na USP em São Paulo

Dr. Vítor Márcio Ribeiro- Médico Veterinário, Mestre e Doutor em LVC, professor da PUC/MG

Dr. Filipe Dantas- D.V.M., M.Sc., Ph.D

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dourados tem bom desempenho no combate à Leishmaniose





SAúDE - DOURADOS  -  - MS
Mato Grosso do Sul, Segunda-Feira, 16 de Agosto de 2010 - 08:30
SAúDE - DOURADOS  -  - MS

O município de Dourados conseguiu êxito no combate à Leishmaniose. No primeiro semestre deste ano nenhum caso em humano foi detectado e em cães foram registrados 22, segundo o CCZ (Centro de Controle de Zoonoses). Entretanto, apesar dos bons números, preventivas necessárias precisam ser mantidas.
Segundo a coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses, Rosana Alexandre da Silva, no geral “a população está atenta aos sintomas do animal, está ligando para o CCZ, pedindo e informações e o município também tem trabalhado e feito campanhas com freqüência”.

Os dados do Datasus (Banco de dados do Sistema Único de Saúde) demonstram que Mato Grosso do Sul está bem no combate a essa doença. A última pesquisa, realizada em 2005, mostra que a incidência de Leishmaniose era de 5,87 no Estado, enquanto o Acre possuía a taxa de 197,46.

Por outro lado, há estados como o Rio Grande do Sul que conseguiram praticamente zerar o número de ocorrências dessa doença. No RS a incidência foi de apenas 0,09.

“Para melhorar ainda mais o porcentual do Estado é preciso que a população não acumule lixo e folhas em suas residências porque o inseto deposita os ovos nesses ambientes. Sempre manter a casa limpa é necessário para cuidar da saúde própria e da do animal”, explica Rosana.

Conforme a coordenadora do CCZ, quando o animal está doente os principais sintomas que aparecem são emagrecimento, crescimento das unhas, queda de pêlos e feridas que não cicatrizam. “A melhor recomendação é procurar um médico veterinário e seguir as orientações dele”.

CCZ
As pessoas que desconfiarem de algum caso de leishmaniose podem entrar em contato com o CCZ através dos telefones 0800 647 7752 ou 3411-7753. O CCZ coleta o sangue do animal e encaminha para exame laboratorial.

Além disso, o CCZ possui parcerias com as universidades, que fazem uma análise e ajudam a melhorar a saúde dos animais. “Aqui não fazemos nenhum tipo de tratamento, só as clínicas que fazem. Mas a população vem aqui e recebe encaminhamento para o atendimento gratuito, o que é muito importante, principalmente, para a população de baixa renda. O único trabalho que eles vão ter é com o deslocamento e quem gosta do seu animal de verdade cuida”, diz Rosana.

Leishmaniose
A leishmaniose é transmitida aos cães e ao homem pelo mosquito conhecido popularmente como “palha” e, cientificamente, por Lutzomyia longipalpis. Quando os animais são acometidos por essa doença, o Ministério da Saúde orienta que sejam sacrificados.

http://www.agorams.com.br/index.php?ver=ler&id=179474

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Projeto visa combater a Leishmaniose

Campo Grande recebe Circuito Estrada Fora-Caravana Intervet/Schering-Plough

Projeto visa combater a Leishmaniose Visceral e acontece nos dias 23, 24 e 25 em Campo Grande.
Com o sucesso do projeto cultural itinerante Circuito Estrada fora – Caravana Intervet/Schering-Plough, realizado em seis cidades brasileiras no primeiro semestre, a empresa dará continuidade a ação e amplia suas apresentações.

Campo Grande receberá novamente o projeto por ser uma área endêmica, com casos crescentes de Leishmaniose tanto em cães quanto em humanos.
De 23 a 25 de agosto, a carreta-teatro ficará sediada na Praça do Rádio Clube e oferecerá uma sessão de teatro sobre o tema no dia 23 e quatro sessões nos dias 24 e 25, gratuitamente para crianças com idade entre 6 e 14 anos.

Especialmente desenvolvida para estimular a imaginação dos pequenos, a peça teatral “O Fim da Picada” é apresentada de forma lúdica, por meio de bonecos e alerta sobre os perigos da Leishmaniose.

O Gerente de Produtos da Intervet/Schering-Plough Animal Health, Marco Antonio de Castro, explica que o sucesso da primeira caravana motivou a empresa a continuar a investir no projeto, promovendo atividades de conscientização por meio do lazer, educação e acesso à cultura. “Ainda há muita carência de informação sobre a Leishmaniose Visceral nas diversas cidades brasileiras, até mesmo em Campo Grande, uma área endêmica. Por isso, queremos ensinar, por meio de ações culturais, como se prevenir contra ela” explica.

Após Campo Grande, a carreta-teatro passará por Goiânia/GO, Brasília/DF, Bauru/SP, Belo Horizonte/MG e Salvador/BA. No período de circulação da carreta nas seis cidades brasileiras, em torno de 8 mil pessoas participarão das 54 sessões. Ao final de cada atividade, as crianças levarão para casa um material explicativo sobre a Leishmaniose e as formas de prevenção.
Anote na Agenda!
Campo Grande/SP
De 23 a 25 de agosto
Local: Praça Rádio Clube
End: Av. Afonso Penna, s/n (concha acústica)
Horários das sessões:
Dia 23 de agosto: 16h
Dias 24 e 25: 8h, 10h, 14h e 16h.


Fonte: INTERVET

sábado, 21 de agosto de 2010

Leishmaniose - O quê você precisa saber

 
O cão é o portador mais bem estudado e por isso é considerado o principal reservatório doméstico, servindo como fonte de infecção para o inseto vetor. Porém outros animais como gatos, raposas, gambás, roedores, também são reservatórios da doença.
Prof. Dr. André Luis Soares da Fonseca


Mesmo assim... MATAM O CÃO.

A Organização Mundial de Saúde não recomenda a eutanásia como método de controle da LVC. Porém, o Ministério da Saúde não aceita o tratamento e nem reconhece ou recomenda a vacina, a despeito de países de 1º mundo, como Espanha, França, Itália e Alemanha tratarem seus animais regularmente.
Prof. Dr. André Luis Soares da Fonseca



O BRASIL É O ÚNICO PAÍS DO MUNDO QUE MATA ANIMAIS COM LEISHMANIOSE
Saiba mais, clique aqui

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

3º FÓRUM DE DISCUSSÃO DA LEISHMANIOSE VISCERAL CANINA - TO

ASSOCIAÇÃO NACIONAL DOS CLINICOS VETERINÁRIOS DE
PEQUENOS ANIMAIS DO ESTADO DO TOCANTINS – ANCLIVEPA – TO
Av. Teotônio segurado – Q-602-sul – Conj. 01 - Lt-06- Palmas-TO

CRONOGRAMA DO III FORUM DE DISCUSSÃO DA LEISHMANIOSE
DATA: 28 DE AGOSTO DE 2010  



HORARIO
HISTORICO
PALESTRANTE (S)
PATROCINADOR
13H30

Abertura  - participação de autoridades relacionadas a Medicina Veterinária
Anclivepa (presidente)
ANCLIVEPA-TO
14:00 h
16:00 h

Palestra – Leishmaniose Visceral Canina – diagnostico e controle em áreas urbanas

 Prof. Dr. Vitor Marcio Ribeiro – PUC - MG

ANCLIVEPA-TO
16:00
16h30 h
Apresentação do patrocinador

Técnico da empresa
patrocinadora

16h30
17h00
Palestra –Diagnostico Molecular para LVC

Prof. Dr. Valdesse Pirajé Jr
ANCLIVEPA-TO
17h00
17h30
Palestra –LV em Seres Humanos – realidade em Palmas?

Prof. Dra. Myrlena Regina - UFT

ANCLIVEPA-TO
17h30 
18h30
Mesa Redonda – diagnóstico, controle e tratamento da LVC – como lidar com nossos clientes em uma região endêmica.
Prof. Dr. Valdesse _ UFT
Prof. Dr. Vitor Marcio – PUC, Prof. Myrlena Regina - UFT


ANCLIVEPA -TO

18h40

Coquetel de confraternização pelo dia do Medico Veterinário

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Iniciativa: ANCLIVEPA-TO