quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Governo de SP protege cães da leishmaniose

Em todo o Brasil, animal contaminado com a doença deve ser sacrificado
O Brasil é o único país do mundo que mata animais com a desculpa de controle da doença
Todos os outros países tratam os animais com leishmaniose


Para impedir que São Paulo sofra um surto de leishmaniose visceral canina, o governo estadual pretende distribuir, pela região de Adamantina, coleiras com repelente contra o mosquito que transmite a doença. O produto seria utilizado pelos cães para impedir a presença do mosquito palha, conhecido como cangalinha em outras partes do estado.


Além disso, microchips também seriam implantados nos animais, o que facilitaria o controle sobre o tratamento dado por seus donos. Os veterinários também querem que o Brasil altere uma polêmica regra, que determina o sacrifício de todos os cachorros contaminados.


Em entrevista a Patricia Rizzo, Ricardo Ciarávolo, pesquisador da Superintendência de Controle das Endemias de São Paulo, mencionou a força do repelente para impedir a contaminação com leishmaniose, enquanto Mauro Alves, veterinário e consultor da Rádio Jovem Pan, comemorou a atitude do governo paulista.


De acordo com ele (que elogiou a implantação dos chips), a distribuição das coleiras é o primeiro passo para uma mudança de atitude. Além disso, continuou, o sacrifício dos cães é um grande erro, já que existem medicamentos que permitem o tratamento da leishmaniose visceral canina.

FONTE - JOVEM PAN

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Dr. Vitor Marcio Ribeiro fala sobre Leishmaniose

Primeiro Foro Nacional Veterinário sobre Leishmaniose Visceral Canina - Argentina




Dr. Vitor Marcio Ribeiro fala sobre Leishmaniose e sobre a matança indiscriminada de animais que acontece a decadas, enquanto o numero de casos humanos só tem aumentado.
Leia a materia, clique aqui

Vitor Marcio Ribeiro
.graduado em MV pela UFMG - 1980
.mestrado em 1988 - pela UFMG em Medicina Veterinaria Preventiva
.doutorado em 2001 - em Parasitologia - pelo ICB UFMG
.Diretor Clínico Clinica Veterinaria Santo Agostinho
.Professor das disciplinas de doenças infectocontagiosas e parasitarias de pequenos animais, clinica médica de pequenos animais, extensao veterinaria da EV PUC MINAS
.Presidente da ANCLIVEPA MG
.Conselheiro do CRMV MG

Secretaria de Saúde de SP implantará microchips em cães para controlar leishmaniose

A Secretaria da Saúde paulista resolveu recorrer à tecnologia para combater a contaminação de - e, consequentemente, a transmissão para humanos - por leishmaniose.
A partir desta terça-feira (19), animais que vivem em dez cidades da região de Marília (interior de São Paulo) serão alvo do programa-piloto Legal para Cachorro, criado a partir da proposta de monitorar, pelos próximos dois anos, a população canina e os casos da doença. A participação é gratuita.

Cerca de 20 mil cães participarão do programa. Cada um receberá um implante com microchip, que armazenará informações como o endereço de seu proprietário e os resultados dos exames laboratoriais de sangue realizados ao longo da pesquisa. A meta é identificar casos especificamente de leishmaniose visceral americana. Segundo a secretaria, nos anos de 2008 e 2009 foram registrados 96 casos desta doença e também oito mortes entre humanos, na região.

O protozoário Leishmania chagasi, causador da doença, é transmitido aos seres humanos por meio da picada de um mosquito que também pode infectar cães. Nas pessoas, os principais sintomas são alterações no fígado, nos rins, no baço e na medula óssea. O cachorro infectado pode ficar de seis meses a dois anos sem apresentar nenhum sintoma da doença. Por isso a prevenção nos animais é tão importante (leia mais).
As cidades participantes são Adamantina, Flórida Paulista, Inúbia Paulista, Lucélia, Mariápolis, Osvaldo Cruz, Pacaembu, Pracinha, Sagres e Salmorão. A ideia é expandir o projeto para outras regiões do Estado.

Em Adamantina, os cães receberão também uma coleira com efeito repelente e inseticida, que ajudará a espantar e a matar o flebotomínio (inseto transmissor da doença). Os 4.000 cães do município servirão de controle para comprovar a eficácia da coleira.

A secretaria investigará ainda os hábitos alimentares dos insetos. A partir de exames do conteúdo estomacal dos transmissores, será possível identificar o sangue de espécies de animais picados.

FONTE - R7

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Governo planeja distribuir coleira contra leishmaniose

Cão é reservatório do parasita causador da doença e, quando contaminado, tem de ser levado para eutanásia; projeto aguarda previsão orçamentária

O BRASIL É O ÚNICO PAÍS NO MUNDO QUE MATA CÃES COM LEISHMANIOSE,TODOS OS OUTROS TRATAM A DOENÇA.

CERCA DE 48% DOS RESULTADOS DOS EXAMES SOROLÓGICOS REALIZADOS NOS CÃES PARA DIAGNOSTICAR A DOENÇA, APRESENTAM UM RESULTADO FALSO POSITIVO

Uma nova estratégia para combater o avanço da leishmaniose no País passa a ser avaliada pelo Ministério da Saúde: a distribuição de coleiras caninas com repelente para o mosquito transmissor da doença. A ideia é fazer um estudo-piloto e, se a medida for de fato eficiente, uma ação de maiores proporções poderia ser desencadeada.

Anunciado por representantes do ministério durante o 16.º Congresso Brasileiro de Parasitologia Veterinária, na semana passada, o projeto aguarda previsão orçamentária. Mesmo sem recursos definidos, a empresa produtora da coleira disse ter sido sondada por representantes da pasta para verificar se há condições de atender um aumento repentino na demanda.

Transmitida por meio da picada de um inseto conhecido como mosquito-palha contaminado, a leishmaniose, que até alguns anos tinha como cenário principal ambientes rurais, passou a atingir também centros urbanos. De 2000 a 2009 foram registrados 34.583 casos no País, com 1.771 mortes.

O combate a esse avanço apresenta um grande complicador. Cães são reservatórios do parasita causador da doença. Quando o animal está infectado e é picado, ele pode contaminar o mosquito. Quando a infecção do animal é confirmada, o Ministério da Saúde afirma que a única alternativa é encaminhar o animal para eutanásia. Recomendação que não é acatada por boa parte dos tutores. Muitos até importam medicamentos para fazer tratamento nos cães, prática condenada pelo governo.

“A eutanásia se mostrou uma medida ineficaz. As pessoas acabam transferindo seus bichos para outras cidades, para outros bairros, o que aumenta ainda mais o risco de expansão do problema”, diz a presidente da União Internacional Protetora dos Animais, Vanice Orlandi.

Em Brasília, a leishmaniose em cães começou a aumentar a partir de 2008. Um inquérito feito no Lago Norte, área nobre da capital, mostrou que 18% dos 5 mil cães analisados estavam doentes. Na época, moradores que não queriam entregar seus animais para a Vigilância procuraram advogados, levaram seus bichos para outros lugares ou mentiram sobre suas mortes.

Outra estratégia é borrifar inseticida em áreas infestadas. O problema é que a identificação dos criadouros não é tarefa fácil. “As coleiras impedem que o cachorro seja picado, o que ajuda a interromper o ciclo da transmissão da doença”, diz o gerente da empresa fabricante, Marco Castro. Mas o produto é caro, tem de ser trocado a cada seis meses e não há nenhum estudo no Brasil que comprove a eficácia da distribuição em massa. Segundo Castro, um trabalho para avaliar o impacto da distribuição de coleiras foi desenvolvido em Campo Grande. Os resultados, porém, ainda não estão disponíveis.

Fonte: Estadão


segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Coleiras com Deltametrina reduzem em 80% a incidência de Leishmaniose canina e humana


Estudo conduzido ao longo de dois anos no estado de São Paulo, Brasil

Todos os anos, a doença é responsável por meio milhão de novos casos de infecção e de 60 mil mortes na população humana.

 
A investigação conduzida pela Dra. Vera Camargo-Neves, em parceria com especialistas da Universidade de São Paulo, teve como objectivo avaliar a eficácia das coleiras impregnadas de deltametrina a 4% no controlo da Leishmaniose visceral.

O estudo Use of deltamethrin impregnated collars at 4% in the American visceral leishmaniasis control mostra uma redução de 80% do número de casos de Leishmaniose canina e humana através da aplicação destas coleiras nos cães, já recomendadas anteriormente pela Organização Mundial de Saúde.

Em apenas 25 meses, as coleiras Scalibor promoveram uma diminuição dramática da incidência da doença e abriram a possibilidade de se alcançar um controlo mais eficaz: «o uso de coleiras impregnadas com deltametrina a 4% mostrou um efeito letal para as diferentes espécies de flebótomos. O tempo de repelência pode variar entre as 32 e as 36 semanas», explica a investigadora Vera Camargo-Neves.

«Os resultados indicam que o uso destas coleiras é eficaz no controlo da doença quando associado a outras medidas de prevenção, tais como evitar os passeios, sobretudo entre o entardecer e o amanhecer, pois corresponde ao período de actividade dos mosquitos. É importante assegurar um bom estado de saúde do animal, para proteger o seu sistema imunitário e manter uma boa alimentação, a vacinação em dia e a desparasitação regular», diz a especialista.

É importante que todos os países endémicos, onde o risco de infecção nos cães é elevado, como é o caso de Portugal, continuem activos no controlo da doença. Porém, as alterações climáticas e as migrações de humanos e animais podem vir a alterar, significativamente, o panorama geográfico desta patologia.

Dados sobre o Estudo:
A investigação teve o apoio da Intervet/Schering-Plough e consistiu na aplicação de coleiras impregnadas de deltametrina na população canina do município de Andradina, no estado de São Paulo, Brasil - (55.161 habitantes e 15,600 cães). Todos os cães com resultado serológico negativo receberam a coleira.

As coleiras foram constituídas por material PVC, com 65cm de comprimento, 25g de peso e impregnadas com 40mg de deltametrina.

Este trabalho foi apresentado no 2nd International Congress on Canine Leishmaniasis que ocorreu em Pisa, Itália, nos dias 17 e 18 de Abril de 2010.

Sobre a Leishmaniose Canina:
A Leishmaniose Canina é uma infecção grave dos cães causada pelo parasita Leishmania e transmitida por um insecto, denominado de flebótomo. É uma doença de evolução crónica que, sem tratamento, leva à morte do cão. É transmissível ao Homem e constitui um risco para a Saúde Pública.

Doenças negligenciadas, entre elas a Leishmaniose, aumenta no Brasil desde 1999

Brasil perde R$ 9 milhões anuais com Mal de Chagas

(Rádio ONU em Nova York)

Negligenciadas

Dado está no relatório da OMS sobre doenças tropicais negligenciadas; país também está entre nações com mais casos de dengue na América Latina, e de leishmaniose no mundo.

A Organização Mundial da Saúde, OMS, informou que 1 bilhão de pessoas, a maioria em países pobres, estão sofrendo com doenças tropicais, também chamadas de infecções negligenciadas.

Num relatório, divulgado nesta quinta-feira, a agência sugere que os casos podem ser reduzidos, em grande proporção, com políticas eficazes.

Cooperação

A organização cita 17 males esquecidos entre eles: hanseníase, raiva, dengue, doença do sono, leishmaniose, doença dos rios e Mal de Chagas.
A OMS também chama a atenção para os prejuízos econômicos de doenças tropicais.

Segundo a agência, o Brasil perde o equivalente a pelo menos de R$ 9 milhões, por ano, com ausências trabalhistas por causa do Mal de Chagas. Em sete países sul-americanos, as perdas chegam a US$ 1,2 bilhão.

O médico especialista em doenças tropicais da OMS, Fábio Zicker, disse à Rádio ONU que a agência está investindo em cooperação para combater o problema.

Ferramentas

"Malária, turberculose, leishmaniose, filariose linfática são doenças associadas à situação precária de vida, situações sócioeconômicas e de saneamento. Não existe nenhum arsenal terapêutico eficiente capaz de controlar essas doenças.

Então há uma necessidade de promover o desenvolvimento científico, tecnológico e a rede, a colaboração de pesquisadores de diversos países para que se chegue às ferramentas do controle dessas doenças", explicou.

Metas do Milênio

As doenças tropicais negligenciadas têm apresentado um grande desafio ao cumprimento das Metas do Milênio.

Somente na América Latina, a dengue já contaminou mais de 1 milhão de pessoas nos últimos sete anos.

Seis países da região concentram 75% dos casos de dengue: Brasil, Costa Rica, Colômbia, Honduras, México e Venezuela.

Um outro desafio é a leishmaniose, uma doença predominantemente rural que atinge 1,6 milhão de pessoas anualmente.

Leishmaniose Visceral

Quase 90% dos casos de leishmaniose visceral ocorrem em alguns dos países mais pobres do mundo.

Três estão no continente asiático: Bangladesh, Índia e Nepal. Na África: Etiópia e Sudão. No continente americano, o Brasil é o único a fazer parte do grupo.

Ainda de acordo com a OMS, o Brasil tem obtido um forte aumento do número de casos de leishmaniose visceral desde 1999.

A doença, que era epidêmica em áreas rurais, passou a ser notificada também em cidades brasileiras